Texto e fotos: Marcelo Duque Cesar
Três dias, três mil fotos, 2761 para ser exato, de pura adrenalina! O Bowl-a-Rama cresce mais a cada ano, e ganha não somente mais status como uma competição de alto nível, mas atrai cada vez mais e mais publico, o que certamente é bom para os patrocinadores e comercio local. No final todos saem ganhadores: mais publico, mais vibração que é o combustível para os competidores. Este ano, alem de uma infra- estrutura maior, vimos a chegada de caras novas e personalidades que até então eram somente vistas em páginas de revistas, como Steve Caballero.
Sendo este meu quarto ano fotografando o campeonato pude ver o quanto os atletas evoluíram. E claro que com isto as expectativas aumentam, assim como a pressão sentida por eles. Seja o peso da responsabilidade de um patrocínio, ou mesmo a adrenalina despejada pelo publico das arquibancadas, a pressão estava la e era notada a cada descida no bowl, a cada queda ou manobra não completada. Talvez essa tenha sido a grande diferença entre Pros e Masters, não em qualidade, pois ambos esbanjaram técnica, e também não pouparam em felicidade, porque ambos fazem o que mais gostam para ganhar a vida – o segredo do sucesso. Mas para os Pros a pressão é sempre maior, pois estão no top de suas vidas profissionais. Cada minuto no bowl, cada manobra ou queda pode fazer toda a diferença, ainda mais nesta etapa de Wellington, que é a primeira, depois seguindo para Austrália, Espanha e acabando em NYC.
Portanto, uma contusão aqui compromete a etapa seguinte, e com isso a adrenalina sobe e com ela também os erros.
A diferença entre skate e outros esportes talvez esteja ai. Em nenhum momento toda esta pressão resulta em uma atitude de se poupar. Muito pelo contrario, mais adrenalina e pressão fazem a motivação subir, aumentando o espetáculo. O publico enlouquece e esta vibração volta para os skatistas que devolvem em flips, back flips, e ollies cada vez mais insanos.
Esta etapa, foi um misto de emoções, pois o ganhador não foi o esperado. O Pedro Barros já é uma cria da casa, já se fala em colocar o nome dele no Bowl, e eu como brasileiro, já vou propor para nome de rua! Pedro teve ótima atuação, voando cada vez mais alto, transições de tirar o folego da platéia, mas talvez as manobras menores que também contam pontos tenham o diferencial entre ele e o ganhador, Josh Rodriguez.
Outro brasileiro que chamou a atenção foi Felipe Foguinho. Estava voando tao alto que vou aconselha-lo a tirar um brevê para voar. Nilo Peçanha, manteve qualidade, e Otavio Neto baixou com a família, o que contou muito para mudar a ideia de skatista ser um bando de moleques folgados. E para reforçar esta mudança de pensamento, ver um dos meus ídolos favoritos, Steve Caballero, correndo aos 56 anos foi uma lição de que nada nos impede de fazer algo na vida, onde as limitações são impostas somente por nós mesmos.
Bom, agora é esperar para ver o que acontecerá neste fim de semana em Bondi Beach na Austrália e torcer para que o time brasileiro volte a ocupar a primeira posição.
PS: Como parte do premio oferecido pelo Andre, pai do Pedro, foram dadas passagens para um evento que vai rolar em Florianopolis em Abril. Portanto aguardem a chegada de Josh Rodriguez, Steve Caballero e Sergie Ventura (uma figura a parte, pois sem ele a vibração do Bowl-a-Rama nao existiria).
Ps1: Meus agradecimentos para Chad Ford (diretor do Frontside Events) e Ella Ryan (gerente de comunicações da Frontside Events).
Ps2: E por ultimo, mas não menos importante, minhas congratulações para Mike Rogers, fundador da Grind for life, inc., que concorre como Masters, mostrando que podemos com determinação superar grandes desafios, que como ele um sobrevivente do câncer, ainda corre campeonatos, uma inspiração para dizer o mínimo.
Fotos Marcelo Duque Cesar ©Todos os direitos reservados
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Via Marcelo Duque Cesar | Wellington, NZ


























































